Resenha: A culpa é das Estrelas
Hazel é uma paciente terminal de 16 anos que tem câncer desde os 13. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.
A culpa é das estrelas foi um livro que me pegou desprevenida. É uma história sobre câncer, sim, mas de jeito nenhum é um livro sobre hospitais, e isso foi uma agradável surpresa. O grande diferencial deste livro é justamente o local em que ele se passa: Um grupo de apoio, um shopping, uma viagem... Não é um livro sobre a morte de um paciente com câncer, é sobre a vida deles. Como é ter que aceitar o seu “conjunto limitado de números”, e lidar com os obstáculos conforme aparecem. Acima de tudo, mostra que, independente da situação, não existem apenas os dias ruins.
Os personagens são tão reais que você poderia encontrar com eles na rua qualquer dia e não se surpreender com isso. Eles têm sim os medos deles, mas eles também sabem usar um humor irônico e lutar para aproveitarem a vida que ainda lhes resta. Eles não deitam chorando e esperando a morte, pelo contrário, eles desafiam a doença: eles vivem, se apaixonam e aproveitam cada instante.
Então, se o que você quer é um livro sobre câncer – com nomes médicos, drama e muitas lágrimas – leia A guardiã da minha irmã, de Jodi Picoult. A culpa é das estrelas é um livro para reflexão, não para lágrimas (não, eu não chorei lendo). Este livro usa o sarcasmo para transformar duras realidades em algo leve de se ler. Claro, nem por isso deixa de ser triste. É um livro que te comove, mas que te faz querer repensar as coisas e aproveitar melhor o seu conjunto de números, fazer o seu infinito valer à pena. É um livro intenso e apaixonante, que você simplesmente precisa parar tudo o que está fazendo agora e ir comprar/ler agora!
Então, para encerrar o post, deixo a citação (foi difícil escolher) que mais me marcou neste livro, e que faz um sentido absurdo:“Parecia que tinha sido, tipo há uma eternidade, como se tivéssemos vivido uma breve, mas infinita eternidade. Alguns infinitos são maiores que outros.” (p. 210)
Essa resenha foi pega do site: Julie de Batom.
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